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Webinars debatem papel dos jovens na defesa do clima e políticas públicas

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 Foto: Reprodução Youtube

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A Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) realizou, nesta terça-feira (7/6), os webinars “Juventude pelo Clima” e “Governos em Ação - Políticas Públicas e a Ação Climática”. Os eventos, que integram a programação da Semana do Meio Ambiente 2022, reuniram representantes de organizações ligadas ao ativismo climático para discutir o papel da mobilização e engajamento dos jovens na construção da agenda climática mundial, e das  entidades públicas na mitigação das mudanças climáticas.


Durante o primeiro evento, foram apresentadas palestras gratuitas que abordaram o empoderamento ambiental sob diversas perspectivas, com mediação da coordenadora da área de Conhecimento e Juventude do Instituto ICLEI, Governos pela Sustentabilidade, Armelle Cibaka. A organização não governamental atua globalmente com ações de promoção do desenvolvimento sustentável.


“A agenda climática mundial é um tema que deve ser muito caro aos jovens, pois somos nós que vamos herdar este planeta e o nosso envolvimento é muito importante nesse processo”, salientou a coordenadora do ICLEI.


Confira o webinar na íntegra


Abrindo o ciclo de palestras do webinar, a especialista em Administração Pública e coordenadora do Climate Reality Leaders, Júlia Espechit, falou sobre a importância das políticas públicas para mitigação da crise climática nas cidades. “As mudanças climáticas são um efeito natural da Terra, que estão sendo agravadas por ações antrópicas e cada um de nós deve pensar no seu papel enquanto indivíduo nesse processo”, lembrou.


PALESTRAS


Na sequência, a ativista climática do Youth ClimateLeader (YCL) e fundadora da organização universitária Uniclima, Ana Carolina Ribeiro, abordou a importância das instituições de ensino na mudança de mentalidade com relação ao clima. “Os maiores desafios dos jovens neste século serão o desemprego estrutural e as mudanças climáticas. Então devemos formar adultos capazes de questionar a produção industrial e seus impactos no meio ambiente”, disse.


Fechando o painel de apresentações do evento, a especialista em políticas públicas da Feam e integrante das organizações Engajamundo e ClimateScience, Natália Tsuyama, ressaltou a atuação dos movimentos e das organizações sociais para ampliação das discussões relacionadas às mudanças climáticas. “A questão ambiental deve ser analisada de forma orgânica, pois integra também discussões relacionadas à pobreza, igualdade de gênero e muitos outros aspectos sociais. Por isso, ampliar a discussão climática é essencial para atingirmos as mudanças que precisamos”, destacou.


MUDANÇAS CLIMÁTICAS


Já na parte da tarde, foram discutidas ações que envolvem a elaboração de políticas públicas por parte dos governos (federal, estaduais e municipais) para controlar os efeitos das mudanças climáticas. Quem abriu o debate foi a assessora de baixo carbono e resiliência do ICLEI, Marina Lopes. Ela destacou que o planeta passa por uma situação grave de mudança climática e que os efeitos, que são devastadores, já estão acontecendo.


“Não é algo do futuro. É o presente. Por isso precisamos de uma ação imediata e que possamos discutir políticas públicas climáticas para não ficarmos só no campo do desespero, promovendo, assim, mudanças em nossos territórios”, disse Marina.


Ela destacou, também, que o ICLEI está colaborando com a construção do Plano de Ação Climática do Estado de Minas Gerais com o desenvolvimento de um inventário de gases de efeito estufa, que vai oferecer um panorama de quais as principais atividades emissoras do estado.


Confira o webinar na íntegra


A gerente de Ações de Sustentabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte, Sônia Knauer, ressaltou que dos 33 eventos extremos que aconteceram nos últimos 10 anos na capital mineira, 60% ocorreram nos últimos três anos, o que exemplifica a mudança brusca climática. Sônia disse que a solução passa pela ação de todos os municípios e afirmou que a crise climática é real.


“Já não tem mais espaço para negacionismo. 100% das academias do mundo já disseram que vivemos uma crise climática e ela foi potencializada pela ação do homem”, alertou.


Já Andreia Banhe, gerente de cidades, estados e regiões do CDP América Latina - organização ambiental global sem fins lucrativos -, ressaltou que, antes de Minas Gerais, as situações do Brasil e do Sudeste como um todo precisam ser compreendidas e tratadas no que diz respeito à redução de emissão de carbono. “Se tratar isoladamente os estados, podemos resolver um problema de redução de emissão dentro de Minas e jogar esse problema para outro estado”.

 

Samantha Bella, que faz trabalhos relacionados ao clima com a Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente e que atua na agenda climática em Pernambuco, disse que estados, municípios, setor privado, sociedade civil e universidades têm um papel importante na busca da neutralidade de carbono.


Ao final dos webinares, o público participante teve a oportunidade de tirar dúvidas e agregar questionamentos à discussão, que foram debatidas entre as palestrantes.


SEMANA DO MEIO AMBIENTE


A programação da Semana do Meio Ambiente 2022 segue até a próxima sexta-feira (10/6) e irá incluir uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para discutir o “papel da sociedade civil na construção de políticas públicas de enfrentamento à crise climática”, além de um seminário sobre produção sustentável no Parque Estadual do Rola-Moça.


Acesse a programação completa da Semana do Meio Ambiente 2022

 

EdwaldoCabidelli e Matheus Adler

Ascom/Sisema

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