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IDE-Sisema passa a fazer parte da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais do IBGE

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Divulgação/Sisema
IDE-Sisema no Visualizador da INDE Cortada
IDE-Sisema já pode ser acessada pela plataforma da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais

 

O planejamento territorial desenvolvido pelo Governo de Minas dá um passo importante para aumentar sua visibilidade e ser reconhecido a nível nacional. Em reunião na manhã dessa quarta-feira (08/07) membros do Comitê Gestor da Infraestrutura de Dados Espaciais do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IDE-Sisema) se reuniram com integrantes do Diretório Brasileiro de Dados Geospaciais (DBDG) da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (Inde), que é gerenciado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para discutir detalhes da adesão da IDE-Sisema na plataforma nacional.


A parceria institucional entre os dois órgãos já está alinhada, o que permite que todos os usuários da Inde tenham acesso aos geosserviços disponibilizados pela IDE-Sisema. Restam agora questões técnicas ligadas aos chamados catálogos de metadados, que ainda precisam ser viabilizados, para que a plataforma mineira esteja 100% consolidada dentro das regras da rede do DBDG/INDE.


Na prática, isso significa uma mudança da abrangência geográfica da IDE-Sisema, que antes da parceria ficava restrita ao território de Minas Gerais. Com a integração à ferramenta nacional, a IDE-Sisema pode apoiar usuários, por exemplo, na hora de fazer análises territoriais regionalizadas sobre atributos ambientais, como relevo, hidrografia, vegetação, e outros, em mais de um estado.


“O usuário tem a possibilidade de entrar na Inde e fazer uma análise regionalizada da mata atlântica, por exemplo, em Minas e no Rio de Janeiro, sem precisar mudar de plataforma. Ou seja, o poder de análise passa a ser ampliado”, afirma o diretor de Gestão Territorial Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Fabrício Lisboa. Dados atualizados nesta quarta-feira mostram que desde fevereiro de 2018, a IDE-Sisema já teve quase 138 mil usuários cadastrados e mais de 609 mil acessos, com entradas em todos os cinco continentes.


Na reunião desta quarta-feira, o diretor iniciou fazendo uma breve apresentação da IDE-Sisema, destacando seu histórico de implementação em Minas Gerais desde o final de 2014, passando pelo lançamento oficial, em fevereiro de 2018, e chegando aos dias de hoje. Depois, o gerente do Diretório Brasileiro de Dados Geoespaciais (DBDG) do IBGE, Rogério Borba, esclareceu alguns pontos referentes ao trabalho do IBGE e da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais. Ainda foi mencionado que o IBGE já encaminhou ao Sisema um termo de cooperação para consolidar a parceria, que está sendo analisado pela Assessoria Jurídica da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) para confirmação das assinaturas necessárias. 


Fabrício Lisboa destaca que posicionar a IDE-Sisema na plataforma da Inde vai trazer uma abrangência nacional para a iniciativa mineira, com expectativa de crescimento exponencial de acessos. “Nossa entrada na Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais significa um reconhecimento dentro da política nacional de IDEs e é uma grande oportunidade de validação e aperfeiçoamento do modelo, já que o IBGE liderou a implementação do conceito de IDE no Brasil a nível nacional. Então é uma grande conquista do Sisema”, afirma o diretor da Semad.

O secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Germano Vieira, detalha a origem da plataforma e seus avanços. "A IDE nasceu de um sonho quando ainda era chefe de gabinete da Semad em 2014. Vi no olhar e no trabalho de alguns servidores o embrião de algo muito maior, um potencial de se tornar algo que, após seis anos se concretizava: a maior iniciativa de integração de informações ambientais, sociais, culturais, etc, que Minas Gerais teve nos últimos anos. É muito gratificante que o IBGE reconheça isso. Ganhamos em racionalidade de análise, agilidade e eficiência nos processos ambientais", afirmou. 


O subsecretário de Gestão Ambiental e Saneamento da Semad, Rodrigo Franco, que também participou da reunião desta quarta-feira, destacou que essa parceria é muito importante para consolidar a ferramenta de planejamento territorial do Governo de Minas. “É uma parceria que certamente nos dará musculatura para desenvolver ainda mais a IDE e aumentar os acessos. Atualmente, nós já temos acessos de vários locais do Brasil e de diferentes países do mundo, o que mostra que estamos no caminho certo para continuar crescendo”, diz ele.


Depois de ouvir toda a apresentação conduzida pelo diretor da pasta que está vinculada à Subsecretaria de Gestão Ambiental e Saneamento da Semad, o gerente do DBDG/IBGE elogiou bastante o caminho percorrido pela IDE-Sisema até chegar no atual estágio. Rogério Borba disse que o trabalho realizado na plataforma mineira é de excelência e se colocou à disposição, inclusive, para disponibilizar capacitações a serem feitas com os servidores da IDE-Sisema. “Nós procuramos colocar a Inde como uma espécie de catálogo central para as pessoas acharem mais fácil as informações regionalizadas. Então é muito importante a adesão das IDEs estaduais e municipais. Nosso objetivo é trazer mais instituições, porque a gente sabe que quanto mais a informação é utilizada, mais valor você agrega a ela e mais transparente e efetivo o órgão público se torna. Com isso, podemos dar uma resposta mais qualificada à sociedade, inclusive maior poder na tomada de decisão”, diz Rogério Borba.

 

CONHEÇA A IDE-SISEMA

 

A IDE-Sisema é uma plataforma criada em fevereiro de 2018 para permitir a visualização completa das características ambientais existentes no território mineiro. Por meio de camadas geoespaciais, a IDE disponibiliza ao público externo e aos analistas ambientais do Sisema informações decisivas para a regularização de empreendimentos a partir do licenciamento ambiental e também para outros serviços ambientais em Minas Gerais.

Uma camada geoespacial traz um conjunto de informações sobre determinados aspectos, como hidrografia, clima, relevo, cobertura vegetal, entre vários outros. Somadas, essas camadas já são quase 500 grupos diferentes de informações dispostas em mapas eletrônicos na mesma plataforma, cada um trazendo uma informação diferente sobre o meio ambiente naquela área específica do território mineiro.

É a IDE-Sisema que permite, de forma gratuita, o acesso pela sociedade às informações espaciais dos chamados critérios locacionais, que são componentes ambientais mais relevantes e mais sensíveis para a instalação de um empreendimento. Ao mesmo tempo, com essa ferramenta, os analistas do Sisema podem fazer uma análise muito mais completa daquele empreendimento, assim como estipular condicionantes para implantação de forma mais ágil, com a ajuda da tecnologia.

 

PRÓXIMOS PASSOS

 

Um dos pontos que já está sendo preparado pelo Comitê Gestor da IDE-Sisema é a produção do catálogo de metadados, que é uma espécie de raio-x completo daquela camada de informação geoespacial. O metadado vem como uma informação de texto que traz qual é o órgão que produziu aquele dado, quem é o gestor direto que responde por ele, qual é a data de atualização, além de outras informações. São dados que aumentam a confiabilidade da informação e são necessários para cada uma das camadas de informação geoespacial. Esse catálogo é fundamental para que, tecnicamente, a IDE-Sisema esteja consolidada como participante da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais.

 

A IDE-Sisema pode ser acessada de forma gratuita, no link abaixo. Para conhecer a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais, que conta com mais de 10 mil camadas de geosserviços, clique aqui.

Clique aqui para acessar a IDE-Sisema


Guilherme Paranaiba
Ascom/Sisema

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