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Evento discute moda e sustentabilidade

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Foto: Divulgação/Semad

workshop cottini dentro 

O especialista em educação ambiental, Ricardo Cottini citou os principais desafios da sustentabilidade

 

Discussões, debates culturais e palestras acerca do tema moda e sustentabilidade fizeram parte do “Workshop Moda e Sustentabilidade”, realizado nessa quinta-feira (24/10) na Faculdade de Artes e Design da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O evento contou com a presença de representantes de Organizações Não Governamentais (ONGS), alunos da faculdade de Design da UFJF, ambientalistas e comerciantes do ramo de confecções da cidade de Juiz de Fora.

 

O evento foi realizado por meio de uma parceria do Instituto Estadual de Florestas (IEF), da Secretaria de Estado de Meio-Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), por meio da Assessoria de Educação Ambiental e Relações Institucionais (Assea) com a UFJF.

 

O analista ambiental, psicoterapeuta comportamental e design em moda e sustentabilidade, que representou a Semad no evento, Ricardo Cottini apresentou palestra abordando as novas posturas e hábitos na moda, assim como o futuro da moda com foco na sustentabilidade. De acordo com ele, o setor florestal já é um dos que mais se mostra ligado nas novas tendências sustentáveis, com a produção de fios para a indústria têxtil usando celulose em substituição do tradicional algodão.

 

No entanto, segundo Cottini, a indústria da moda é a segunda que mais provoca danos e impactos negativos ao meio ambiente. “Processos de exploração de recursos naturais sem controle, plantios de algodão com uso excessivo de agrotóxico e gasto excessivo de água para produção de peças são alguns dos problemas. Uma simples camiseta de algodão, por exemplo, necessita de cerca de 2.500 litros de água para ser produzida. Uma calça jeans utiliza 10.000 litros de água. Já parou para pensar nisso? Afeta muito o planeta porque cada peça precisa de recursos da natureza e de recursos humanos, exigindo muito dos dois”, disse.

 

Para o palestrante, o maior desafio da sustentabilidade dentro da moda tem a ver com a amplitude de áreas que ela toca, como agricultura, pecuária, petróleo, floresta, mineração e construção. “Ao longo dos últimos 100 anos, o consumo e produção de itens do vestuário aumentou 400%. A conta não fecha quando colocamos o saldo dos recursos disponíveis. A tendência é aumentar ainda mais, por isso, algo precisa ser feito com urgência em termos de uma nova forma de consumir, produzir, comercializar e utilizar nova tecnologias menos agressivas ao meio ambiente na indústria têxtil”, ressaltou.

 

A discussão se faz importante diante da forma como a moda se expressa no contemporâneo e como ela atinge e molda os comportamentos de consumo se tornando uma ferramenta importante. “ Moda não é apenas sinônimo de beleza, inovação ou luxo, diz respeito à diversidade de raças, crenças, orientação sexual, classe social e, principalmente, cuidado com o meio ambiente”, frisou.

 

Guilherme Geoffroy

Ascom/Sisema

 

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