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Emater e Aperam são destaques agropecuários no Prêmio Boas Práticas Ambientais

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Foto: Emerson Gomes

PrêmioBoasPráticas 2parte Dentro

Prêmio de Boas Práticas reconheceu mais dois projetos relacionados a resíduos 

 

Minas Gerais conheceu nesta quinta-feira, 26 de setembro, outros dois vencedores do 3º Prêmio de Boas Práticas Ambientais. A Emater conquistou o troféu na categoria Órgão Público, enquanto a empresa Aperam BioEnergia ficou com o de Iniciativa Privada por seus projetos de tratamento de resíduos no setor agropecuário. A entrega dos prêmios aconteceu em Belo Horizonte, na reunião da Câmara de Atividades Agrossilvipastoris (CAP) do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam).

 

Na segunda-feira, 23, foram anunciados os vencedores da categoria Resíduos Sólidos Industriais, que foram os projetos da Usiminas e da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Nesta sexta, 27 de setembro, serão conhecidos os vencedores na categoria Resíduos Sólidos Minerários. A entrega das condecorações acontecerá na reunião da Câmara de Atividades Minerárias (CMI) do Copam, em Belo Horizonte.

 

Na premiação desta quinta-feira, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater) ficou com o prêmio por seu projeto “Campo Limpo”, que dá destinação adequada a embalagens de agrotóxicos. Já a iniciativa da Aperam utiliza resíduos das suas unidades de produção de carvão vegetal em áreas degradas em processo de recuperação.
 
O projeto da Emater começou a ser desenvolvido no município de Dom Silvério, próximo a Ponte Nova, onde se observava um problema na devolução de embalagens de agrotóxicos.  “Em muitos casos, os produtores queimavam as embalagens”, afirma o idealizador do projeto, o técnico agropecuário da empresa, Luciano Saraiva Gonçalves Souza.
 
Diante desse cenário, Souza montou sua proposta e a Regional da Emater localizada em Ponte Nova iniciou uma campanha em nove municípios da região. Hoje, o projeto já tem números robustos: 6.113 embalagens foram recolhidas, sendo 663 somente em Dom Silvério. Do total, 90% são de produtos como herbicidas. As embalagens são recolhidas pela empresa do Governo de Minas Gerais e encaminhadas para a Associação dos Revendedores de Defensivos Agrícolas da Região de Viçosa, que dá o destino correto ao material.
 
Luciano Souza observa que os produtores e comerciantes de agrotóxicos não tinham informação. “Após a campanha, todos procuraram se adequar e, hoje, passaram a adotar outros procedimentos, como os Equipamentos de Proteção Individual”, destaca. A ação também teve o apoio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e de Sindicatos de Produtores Rurais da região.
 
Restauração
 
O projeto da Aperam utiliza resíduos da produção de carvão vegetal na recuperação de áreas degradadas em cinco municípios da região do Jequitinhonha onde ficam as unidades de florestas plantadas da empresa: Capelinha, Itamarandiba, Minas Novas, Turmalina e Veredinha. O resíduo é transformado em incremento orgânico, que é associado às espécies no reflorestamento das áreas selecionadas para a restauração florestal.
 
A engenheira ambiental da Aperam, Vanessa Marques da Silva, explica que o projeto da Aperam teve início em 2006 e já foram recuperadas 77 áreas num total de 176 hectares. Somente em 2018 foram plantadas 1356 mudas de variedades nativas. A seleção das espécies utilizadas foi feita a partir de estudo elaborado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV).
 
“O principal resultado é a reutilização de resíduos orgânicos que cria ótimas condições para recomposição natural e novos habitats para a fauna local, além de fortalecer o solo”, explica Vanessa da Silva. A aperam é uma empresa especializada na produção de aço inox com fábrica em Timóteo e atuação na Bélgica e França. Sua produção é a partir de carvão vegetal feito a partir de florestas plantadas.
 
Prêmio
 
O coordenador e assessor de Educação Ambiental e Relações Institucionais da Semad, André Luis Ruas, observa que a criação do prêmio remete a 2017 quando a situação de escassez hídrica na Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco levou o Governo Federal a pedir aos Estados que adotassem medidas para combater a situação. “Uma das soluções foi a criação do Prêmio Salve o Rio São Francisco, em 2017, que originou a premiação nos moldes atuais”, explica.
 
A condecoração tem duas linhas de ação. A primeira busca valorizar as pessoas e instituições que desenvolvem ações pelo meio ambiente. “A segunda frente é educar dando exemplo”, observa André Ruas.
 
Os vencedores recebem placas em homenagens ao feito em prol do meio ambiente e o selo que chancela as boas práticas ambientais, que a empresa poderá utilizar em suas publicações. O Instituto Estadual de Florestas (IEF) também oferece estadia para três pessoas em um dos Parques com melhor estrutura para receber visitantes no Estado: o Rio Preto, em São Gonçalo do Rio Preto, na região do Alto Jequitinhonha; o Ibitipoca, na Zona da Mata; ou o Itacolomi, em Ouro Preto e Mariana.

 

Emerson Gomes
Ascom/Sisema

 

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