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Comando é desmobilizado após desaparecimento de toxina

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O Sistema de Comando Unificado (SCU), instalado no início de outubro para monitorar a proliferação de cianobactérias (algas azuis) nas bacias dos rios das Velhas, São Francisco e Doce, foi desmobilizado. A operação, que envolveu diversos órgãos do Governo de Minas, conseguiu evitar a intoxicação de seres humanos e de animais, o que demonstra a eficiência das ações.

O último resultado das amostras de água coletadas na última segunda-feira, liberado ontem, não detectou a presença da microcistina (toxina produzida pelas algas) nas águas. A análise de peixes revelou índices de toxina bem inferiores ao limite estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O monitoramento constante e os últimos resultados motivaram os integrantes do SCU a decidirem pela desmobilização.

A presença das algas azuis foi identificada pela Copasa no final de setembro, quando a empresa adotou o procedimento de realizar duas análises por semana para quantificar o nível de toxidade das águas e duas vezes por mês para quantificar o número de células de cianobactérias e identificar as espécies. Já no segundo lote de amostras, em outubro, verificou-se a substituição de espécies tóxicas por espécies menos tóxicas. A análise seguinte, cujo resultado foi divulgado em 24 de outubro, demonstrou queda na quantidade de cianobactérias, fato que foi confirmado em análises subseqüentes.

Nos rios das Velhas e São Francisco a quantidade de cianobatérias, em seu pico e em alguns locais, chegou a 150 mil células por mililitro. O último resultado, da Copasa, aponta o índice de 2 mil células por mililitro. A Portaria 518/04, do Ministério da Saúde, determina que as coletas de amostras sejam feitas em uma freqüência mensal a partir 10 mil células/ml e o limite de 20 mil/ml como risco para a saúde.

Em relação ao nível de toxidade, a primeira análise revelou que havia 30 microgramas de microcistina por litro. Na última análise não foi mais detectada a presença de microcistina. No rio Doce, a ameaça de contaminação das águas foi afastada após o resultado do segundo lote de amostras divulgado em 10 de outubro, que apontou níveis bem abaixo do tolerável.

O pescado foi coletado em duas ocasiões em novembro e os resultados apontaram a presença de microcistina nos dois momentos, porém sempre abaixo do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que define como tolerável a ingestão de 0,04 nanogramas por quilo de peso corpóreo. No último resultado, liberado ontem, este número não ultrapassou 0,027.

Modelo

A experiência de utilização dessa ferramenta de gestão - sistema de comando unificado - transformou Minas Gerais em um estado referência em planejamento e execução de medidas preventivas em crises. O modelo foi citado em seminário internacional que reuniu gestores de defesa civil, em outubro, em Recife.

O sistema de comando em operação caracterizado pela gestão compartilhada permite a autonomia das instituições envolvidas, possibilita uma ação ordenada e evita o desperdício de energia. O Sistema de Comando Unificado foi composto por representantes das secretarias estaduais de Meio Ambiente, Agricultura e Saúde, Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Copasa.

Medidas de prevenção

No período em que funcionou o SCU, várias medidas de prevenção foram adotadas pelo Governo de Minas. Além do monitoramento sistemático da qualidade das águas, destacam-se a mobilização dos gestores municipais nos 57 municípios atingidos para levar informações e cuidados à população ribeirinha sem acesso à água tratada; recomendação de não uso da água bruta e de suspensão das atividades de extração de areia nas margens do Velhas; a distribuição de cestas básicas e água potável para as comunidades atingidas; e proibição da pesca.

Nos municípios atendidos pela Copasa, o monitoramento da qualidade das águas é contínuo. A partir de agora, análises laboratoriais que permitem detectar a presença de cianobactéria também vão fazer parte do monitoramento trimestral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam).

 

05/12/2007
Fonte: Superintendência de Imprensa / Subsecretaria de Comunicação

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