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6º Fórum das Águas - Escassez é realidade pela falta de políticas públicas

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A possibilidade de escassez das águas e aprimoramento de políticas públicas para a gestão dos recursos hídricos foi uma das principais preocupações apresentadas pelos representantes de poder público e entidades civis para durante a abertura do 6º Fórum das Águas, no plenário da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na manhã desta quarta-feira (21).

De acordo com o secretário de estado de meio ambiente e desenvolvimento sustentável, José Carlos Carvalho, no Brasil não existe escassez de água, mas sim uma situação crítica de escassez da oferta. Ele afirma que, quando refletimos sobre a escassez de água, nenhuma região do país se enquadra neste regime, nem mesmo o semi-árido brasileiro. “O que precisamos é de política adequada para que todos tenham acesso à água”, destaca.  

Segundo o diretor do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), Paulo Teodoro de Carvalho, Minas Gerais está consolidando sua gestão de recursos hídricos com os Comitês de Bacias Hidrográficas. “Com os recursos do Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerias (Fhidro), o Estado vai poder investir na revitalização de rios e na consolidação dos Comitês de Bacias, inclusive na implementação de estruturas de gestão”, afirma.

 Transposição do São Francisco 

Um dos assuntos mais polêmicos abordados durante a cerimônia de abertura do fórum foi a transposição do rio São Francisco. Apolo Heringer Lisboa, membro do Fórum Mineiro de Comitês de Bacias Hidrográficas, foi quem levantou a questão: “Precisamos fazer um novo manifesto a respeito das águas do São Francisco. Minas não pode se omitir”, afirma.

José Carlos Carvalho reafirmou a posição do Governo, contrária ao projeto de transposição como foi concebido. “A melhor resposta articulada de políticas públicas para o semi-arido brasileiro está no “Atlas do Nordeste” produzido pela Agência Nacional das Águas (ANA), porque investe na construção de reservatórios e em uma política de distribuição”  acrescenta.  

Segundo o secretário, quando o governo se posiciona contra a transposição, não está tomando uma atitude regionalista. “Tradicionalmente, quando Minas entra em um debate, entra com um sentimento de pátria”, ressalta. 

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